sábado, 13 de setembro de 2008

Amostra sem valor

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem,
dissolvem-no, e, contudo, nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
António Gedeão

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3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Não foi António Gedeão quem disse. Fui eu.



Maria Ana

14 de setembro de 2008 às 11:06  
Blogger Banalidades disse...

As palavras do poeta são aquelas que eu, às vezes, sofro. Também as sinto como minhas... A vida exige tanto, que é fácil este desespero! Contudo, há que confiar nos dias melhores que ainda hão-de vir, estou certa! Jinhos

14 de setembro de 2008 às 16:12  
Blogger Carolina disse...

Também gosto muito deste Homem!

19 de setembro de 2008 às 06:28  

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