Cativeiro
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Na construção dos dias vem a desconstrução do ser. Coisas da vida!
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“Amor é... Etiquetas: Outras Vozes
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Um pouco mais de sol – eu era brasa, Etiquetas: Outras Vozes
Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
Pablo NerudaEtiquetas: Outras Vozes
“Não precisas bater quando chegares. Toma a chave de ferro que encontrares sobre o pilar, ao lado da cancela, e abre com ela a porta baixa, antiga e silenciosa. Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa, o cântaro de barro e o pão de trigo. O cão amigo pousará nos teus joelhos a cabeça..."
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Há doenças piores que as doenças, Etiquetas: Outras Vozes
Depois do Inverno, morte figurada,
A Primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.
Miguel TorgaEtiquetas: Outras Vozes
estás tão bonita hoje. Etiquetas: Outras Vozes
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"Ao escrever sobre o que sentimos acabamos por vezes a sentir o que escrevemos porque o escrevemos. Explico-me. Às vezes, escrevem-se coisas porque vão umas com as outras, porque rimam significados ou simplesmente ficam bem. Porque as palavras procuram outras de uma certa maneira irrecusável. E depois já está. As palavras possuem esse poder de moldar o que a mão ao escrevê-las queria dizer. Escrever não é um acto de um sentido só, uma espécie de rua de sentido único entre o que temos dentro e o que aparece de fora, escrito. Este «de fora» que parece ser a escrita, se molda o que depois ao ler sentimos, é porque está ainda «de dentro». Mas às vezes o cansaço apodera-se de nós, e temos vontade de parar. Não sei se de escrever se de sentir, possivelmente de estar sempre a pensar nisso. Parar: vontade de fechar os olhos e ver."
Dylan Tomas
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Tira-me a luz dos olhos: continuarei a ver-te... Etiquetas: Outras Vozes
Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo....
Sou uma fonte incontida
De viver.
E o que redime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.
Miguel Torga Etiquetas: Outras Vozes
Os ais de todos os dias Os ais de todas as noites Ais do fado e do folclore O ai do ó ai ó linda Os ais que vêm do peito Ai pobre dele coitado Que tão cedo se finou Os ais que vêm da alma Ais d'amor e de comédia Ai pobre da rapariga Que se deixou enganar Ai a dor daquela mãe Os ais que vêm do sexo Os ais do prazer na cama Os ais da pobre senhora Agarrada ao travesseiro Ai que saudades saudades Os ais tão cheios de luto Da viúva inconsolável Ai pobre daquele velhinho Ai que saudades menina Ai a velhice é tão triste Os ais do rico e do pobre Ai o espinho da rosa Os ais do António Nobre Ais do peito e da poesiae Os ais doutras coisas mais Ai a dor que tenho aqui Ai o gajo também é Ai a vida que tu levas Ai tu não faças asneiras Ai mulher, és o demónio Ai que terrível tragédia Ai a culpa é do António Ai os ais de tanta gente Ai que já é dia oito Ai o que vai ser de nós E os ais dos liriquistas A chorar compreensão Ai que vontade de rir E os ais do D. Dinis Ai Deus e u é Triste de quem der um ai Sem achar eco em ninguém Os ais da vida e da morte Ai os ais deste país! Mendes de Carvalho
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"As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações."
Saint-ExupéryEtiquetas: Outras Vozes
Implorando o sopro do ser divino,
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