segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Loucura

Louco, sim, louco porque quis grandeza
Qual a Sorte não dá.
Não coube em minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha Loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
in Mensagem, Fernando Pessoa

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1 Comentários:

Anonymous  disse...

Há para aí muita loucura... Da outra. Daquela que é destrutiva. Esta, a de D. Sebastião é equivalente ao sonho! Assim, este poema exalta a capacidade de sonhar, capacidade essa que urge activar em cada um de nós!
Grande "Mensagem", professora!

26 de agosto de 2008 às 15:49  

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