segunda-feira, 30 de junho de 2008

Os Nomes


Tua Mãe dava-te nomes pequenos, como se a maré os trouxesse com os caramujos. Ela queria chamar-te afluente-de-junho, púrpura-onde-a-noite-se-lava, branca-vertente-do-trigo, tudo isto apenas numa sílaba. Só ela sabia como se arranjava para o conseguir, meu-baiozinho-de-prata-para-pôr-ao-peito. Assim te queria. Eu às vezes.

in Memória Doutro Rio, Eugénio de Andrade

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2 Comentários:

Anonymous Filó disse...

Adoro este poema! Há muito que o não lia. A ternura tem aqui lugar principal. Tal como tu fazes com aqueles com quem lidas dia a dia! Assim te quero eu!

7 de julho de 2008 às 16:42  
Anonymous Plátano disse...

Na revoada dos meus dias, este poema deixa, em mim, a segurança do bem querer. Obrigado, amiga, por mo teres relembrado!

7 de julho de 2008 às 16:46  

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