domingo, 15 de dezembro de 2013

Flores do Dia

Quando der para sossegar, poremos os olhos então serenos, nas coisas líquidas, perdidas, inatingíveis que sempre temos por perto. Desatamos a fingir o choro que cai pesado sobre a exatidão do tempo e perdemo-nos enrocados nas mantas do sono que não chega e que vai teimando em manhãs claras. Por vezes, conseguímos mover as mãos geladas de pétalas azuis que desfolhamos no meio da respiração crepitante de um amor ido. Chegam, agora, as velhas manias. Crescem as janelas fechadas e as portas sem cor sobre quem pensa poder rasgá-las na nostalgia do ser. Assim, os vasos de azuis esplendam ao sol do inverno frio. Almas vazias, ainda que gritantes de cor.Tomam o chá quente por chávenas desbocadas, as mulheres quietas na tarde de cerimónias e tudo se esconde para lá das flores azuis de vasos perfeitos.

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