sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Avé Maria

Ave Maria, tão pura
Virgem nunca maculada
ouvi a prece tirada
no meu peito da amargura.
Vós que sois cheia de graça
escutai minha oração,
conduzi-me pela mão
por esta vida que passa.
Bendita sois vós, Maria,
entre as mulheres da Terra
e voss'alma só encerra
doce imagem d'alegria.
Mais radiante do que a luz
e bendito, oh Santa Mãe
é o Fruto que provém
do vosso ventre, Jesus!
Ditosa Santa Maria,
Vós que sois a Mãe de Deus
e que morais lá no céus,
orai por nós cada dia.
Ave Maria, tão pura
Virgem nunca maculada,
ouvi a prece tirada
no meu peito da amargura.
Fernando Pessoa (Texto com supressões)

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9 Comentários:

Blogger Banalidades disse...

Caros visitantes e amigos!
Reparem nesta Avé-Maria linda de Fernando Pessoa. A Kátia Guerrreiro canta-a como ninguém! É linda! Mas, atenção, não está completa!
Necessito desta súplica como se ela fosse minha e me ajudasse a ultrapassar as agruras do caminho que trilho!
Existe em mim, em dados momentos, esta mesma angústia profunda. Partilho-a de Pessoa e com Pessoa.
Avé-Maria!

26 de dezembro de 2008 às 15:14  
Anonymous Juja disse...

Todos necessitamos de preces. Variamos na forma de as expressar, mas quer orando
numa igreja, perante uma representação do divino,quando em pensamento procuramos
forças para ultrapassar momentos de indecisão ou angústia ou a escrevemos em prosa
ou poesia, estamos a sair, numa expressão muito íntima e pessoal, ao encontro de
outrem, que pode ser a divindade, ou um receptor indefinido, quiçá um eco, perdido
algures, dentro de nós…

26 de dezembro de 2008 às 16:52  
Blogger Teresinha disse...

[...]Bendita sois vós, Maria, entre as mulheres[...]
-Esta Avé Maria lindíssima, trouxe-me à memória algo que lhe vou contar, Fátima.
-Existia um casal que tinha quatro filhas. Na hora do Baptismo era escolhido pelos dois, (a Júlia e o Manuel) os nomes que elas iriam ter. Entretanto, nasceu mais uma menina, a quinta menina lá em casa.
O pai Manuel, decidiu que seria ele a escolher o nome e a madrinha de Baptismo dessa menina, uma vez que durante a gestação, o médico teria dito que seria difícil sobreviver, a mãe ou a filha durante o parto...
Mas elas, sobreviveram, as duas e, uma menina saudável, "caiu-lhes nos braços"...
A madrinha dessa Menina foi,e é, "A Virgem Maria", (foi feita uma procuração) para que ficasse legal.
O seu nome seria, e é ainda:
Teresinha de Jesus
Sinto-me abençoada, porque essa menina sou eu.
Teresinha

27 de dezembro de 2008 às 04:31  
Blogger Carolina disse...

Mas que lindo, Teresinha. Nunca me tinhas contado! Só assim poderia ser tão "amorosa" uma afilhada da Virgem!!!
Ó "Mulher" tu tens cada acontecimento inédito na tua vida!...
Avé Maria.....
;)

27 de dezembro de 2008 às 06:59  
Blogger Carolina disse...

Fata, não conhecia o poema ou então não me lembrava dele.
Gosto da Kátia Guerreiro mas não a ouvi cantar esta "oração" do nosso F. Pessoa!
;)

27 de dezembro de 2008 às 07:01  
Blogger Banalidades disse...

É isso mesmo Juja... Vejo que me entende muito bem. Gosto muito dos seus comentários e da sua força interior. Bem-haja!
Carolina, a ti respondi no teu blog!
Quanto à nossa menina Teresa de Jesus.... Só lhe posso dizer que adorei a sua história de vida! Quem diria? Cada vez a admiro mais, a começar já e mesmo nas circunstâncias do seu nascimento! Que curiosa a sua vinda ao mundo! Que curiosa a existência dessa virginal madrinha! Obrigada por se "desvendar", aqui, no meu cantinho! Jinhos e até sempre!

27 de dezembro de 2008 às 13:05  
Blogger Teresinha disse...

Vou só acrescentar, Fátima, que o meu nome é mesmo Teresinha e, não Teresa.
Essa foi também uma condição após o meu nascimento.
Não é vulgar, eu sei!
Todas as pessoas, ou quase todas pensam como a Fátima.
Acerca disso vou contar-lhe um episódio.
- Há alguns anos, muitos, ainda nem existiam cartões Multibanco, fui a Lisboa com o meu marido e a minha filha ainda pequenina (tem agora 34anos), fomos às compras. Entrámos numa loja fiz as minhas compras, paguei com cheque e saímos. Quando me preparava para atravessar a passadeira, ouvi a srª. a chamar-me com um grande alarido, dizendo que eu me tinha enganado e que tinha assinado o cheque com diminuitivo...
Olhei para ela um pouco incrédula, (até me assustou, disse eu)!
Tirei o meu bilhete de identidade e mostrei-lhe, que afinal o meu nome estava correcto...
- Um beijinho para si.

28 de dezembro de 2008 às 15:12  
Blogger Banalidades disse...

Teresinha! Pois sim, Teresinha! Viva a Teresinha mesmo! É lindo o seu nome!
Claro, pensei no diminutivo! É que não é vulgar ser o nome próprio... Mas acho magnífico, Teresinha! Agora ainda me agrada mais a sua pessoa! Jinho grande!

29 de dezembro de 2008 às 10:00  
Blogger Banalidades disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

29 de dezembro de 2008 às 10:00  

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