domingo, 18 de janeiro de 2009

Máscaras

Há sempre máscaras que me encobrem a face,
Por tantas serem eu delas nada sei tampouco.
Apenas sei se me é verdadeira
A face que, sob elas, me diz: não me sei!
Agora, é uma ruga que percorre a minha face,
Eu bem a vejo, sinto!
Os olhos feitos água desaguam na face...
Mas a boca-máscara ri!
Em cada máscara oculto-me - eu sei!
Máscara e face versões do abismo que há em mim?
Minto: não sei.

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11 Comentários:

Blogger Teresinha disse...

Sinto que, em boa hora e com alguma ajuda, descobri, Banalidades!
Sabe porquê Fátima?
As suas palavras aqui publicadas, fazem com que eu sinta necessidade de vir até aqui, como quem se desloca a uma Biblioteca para ir consultar um livro de um autor preferido.
Um daqueles livros que lemos do princípio ao fim, mas que nunca "acabamos" de ler, porque temos necessidade de voltar a abri-lo.
Beijinho

18 de janeiro de 2009 às 15:03  
Blogger Banalidades disse...

Fico muito sensibilizada com o facto das palavras que aqui publico (minhas ou alheias) serem do agrado de quem me visita, especialmente da Teresinha que me parece ser uma das mais assíduas. Grata pela sua generosidade! Jinho grande, para si, Teresinha!

PS: Vi que já me convidou a ir a Santo André. Obrigada.
Um dia pode acontecer. Agora, de momento, é difícil, pois o tempo livre que tenho passo-o em casa com a minha mãe que tem 81 anos e muitos problemas de saúde. Quando aparecer o sol, irei ter consigo para conversarmos frente a frente! Vai ser um prazer!

19 de janeiro de 2009 às 07:16  
Anonymous Anónimo disse...

Pesadelo

Afinal sempre durmo
Mas o que lavro não me sonha
E a fronteira tem guardas.
Agarrada à forca e à escada
Tento sair do poço
Mas o diabo corre na mata
E deixa rasto de sangue
E jazo cansada
E a asa quebrada.
Ardem-me os pulsos.
Socorro!- grito aflito o meu!
Mas as vassouras voam
Estou sentada no degrau da porta
No limiar da noite
O escuro urra
O sonho arde
O diabo corre na mata
E ata e desata e mata.
Socorro! Grito de novo.
De repente um abrir da porta
E um sabor quente de ventre.
Mãe, porque tardaste?

(Frutos de mim, blog)

Fátima, sei que vais gostar, por isso te envio este poema de uma nossa colega cujo blog também visito.
Bjos
Manuela Pires

19 de janeiro de 2009 às 09:33  
Blogger Teresinha disse...

Vou ficar aguardando que chegue o Sol!
Se Ele tardar em chegar...
Faço desde já:

- Invocação ao Sol -
(índios da pampa Argentina)

Dá-me sempre o céu azul,
homem antigo de rosto iluminado.
Dá-me sempre a nuvem branca,
ó velha alma de cabeça acesa.
Dá-me sempre o teu abrigo de ouro,
grande faca de ouro,
pela qual
nos encontramos na terra.

Poemas Ameríndios
(mudados para Portugês por Herberto Helder)

Para a Fátima

19 de janeiro de 2009 às 14:47  
Anonymous Juja disse...

Como estamos numa onda de poemas…


Oh! Quantas vezes a máscara!

Quantas vezes o sorriso assoma
Para impedir que a lágrima caia!
Quantas vezes o riso e a gargalhada
Mascaram o som dum soluço!
E nos papéis também:
Quantas vezes a mãe,
Canta aos filhos suaves canções,
Para esconder que o sangue dói!

Quantas vezes a máscara
Serve a hipocrisia!
Quantas vezes a máscara
Sublima os sentimentos!

Juja

19 de janeiro de 2009 às 16:23  
Blogger Carolina disse...

Não me falem de máscares!
Sou um Carnaval!
Não por hipocrisias mas por "instinto de sobrevivência"!
Mas também sou alegre e divertida por natureza!
(Uma dualidade em pessoa).
;)

20 de janeiro de 2009 às 07:32  
Blogger Carolina disse...

Fata e Teresinha, como frequentadoras dos espectáculos na secundária de S.Andre, tenho a certeza que já estiveram, cara a cara, várias vezes.
Olá se estiveram!
;)

20 de janeiro de 2009 às 07:35  
Blogger Carolina disse...

Lindo o teu poema!
Linda a imagem!

20 de janeiro de 2009 às 07:37  
Blogger Teresinha disse...

Será Carolina?!...
O último espctáculo que assisti aqui na Secundária foi, La Tobala nas "cestas de cultura".
Verdadeiro Flamengo!
Lindíssimo!!! Adorei!
Na fila da frente!...
(será que estiveram presentes as "meninas de Santiago")?
Da próxima vez vou "gritar"...

20 de janeiro de 2009 às 15:34  
Blogger Caracoleta disse...

Fátima, tem um prémio a levantar no meu blog :)

24 de janeiro de 2009 às 14:20  
Anonymous Anónimo disse...

Agora sou Eu
De máscaras me visto, de coragem me encho, de cumplicidade escondida fui dando o que não podia dar. Pois que me cravem as mãos, pois que me mordam nas costas, pois que me insultem, fiz o que não devia fazer... mas fiz e voltaria a fazer. Um beijo para ti Fátima e perdoa-me porque hoje quero mandar um beijo maior à Manuela Pires a grande bloguista.
Filipe Fino

24 de janeiro de 2009 às 18:51  

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