quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Escrever

"Ao escrever sobre o que sentimos acabamos por vezes a sentir o que escrevemos porque o escrevemos. Explico-me. Às vezes, escrevem-se coisas porque vão umas com as outras, porque rimam significados ou simplesmente ficam bem. Porque as palavras procuram outras de uma certa maneira irrecusável. E depois já está. As palavras possuem esse poder de moldar o que a mão ao escrevê-las queria dizer. Escrever não é um acto de um sentido só, uma espécie de rua de sentido único entre o que temos dentro e o que aparece de fora, escrito. Este «de fora» que parece ser a escrita, se molda o que depois ao ler sentimos, é porque está ainda «de dentro». Mas às vezes o cansaço apodera-se de nós, e temos vontade de parar. Não sei se de escrever se de sentir, possivelmente de estar sempre a pensar nisso. Parar: vontade de fechar os olhos e ver." Dylan Tomas

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1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Filipe disse...
Efectivamente a mão que escreve derrama no papel o que nos vái no coração. Já tinha reflectido sobre isso, já tinha observado que os canhotos são, pelo menos aparentemente, pessoas mais agradáveis, será por terem a mão com que escrevem mais perto do coração?

25 de fevereiro de 2009 às 14:44  

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