sábado, 2 de maio de 2009

Ver Claro

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.
Eugénio de Andrade

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5 Comentários:

Blogger Sentidamente disse...

Lembrei-me dum outro poema do mesmo autor “ passamos pelas coisas sem as ver,
Gastos como animais envelhecidos; (…)” Pode ser a razão porque não vemos a poesia que há nas coisas. E se não vemos essa, como perceber a mais obscura?
Um abraço

2 de maio de 2009 às 16:14  
Anonymous Anónimo disse...

Filipe disse....
Vim espreitar este meu querido espaço, vinha em busca de inspiração para o dia da Mãe, mas vim cedo demais. Ainda assim encontrei a poesia simples e que nos dá força.

2 de maio de 2009 às 19:39  
Blogger Maria José disse...

Bem preciso de muito força lindo poema, um grande beijinho.

3 de maio de 2009 às 11:10  
Blogger Carolina disse...

Belo poema, linda imagem!
Como sempre...
;)

7 de maio de 2009 às 11:32  
Anonymous teresinha disse...

Agora sim, posso "ver claro"... e dizer, olá Fátima!!!
Se há coisas boas que acontecem, esta, foi uma delas.
Conhecê-la pessoalmente, assim como à sua mãe, (tão querida), foi lindo!
Um abracinho para as duas. (^_^)

9 de maio de 2009 às 09:28  

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