sábado, 27 de fevereiro de 2010

Perdição

Meu ser tão imperfeito, busca o perfeito.
Meu peito tão quieto de paz, mas sem paz.
Meus olhos tão largos, agora verdades desfazem.
Partir é chegar noutros lugares antes da vida seguir...
Apanhar o mar e partilhar-lhe as águas.
Como uma criança grande que já há muito se perdeu,
Sou gole de água fresca que não se bebeu...
Sou roseira que jamais floriu...
Sou aragem de vento que ninguém sentiu...
Persistem lábios fechados para me beijar,
E lembranças felizes para me matar.

Etiquetas:

4 Comentários:

Blogger O céu da Céu disse...

"Muitas vezes, ficamos a olhar tanto tempo para a porta que se fechou que não vemos aquela que se nos abriu." Hellen Keller

Não passa de um conjunto de palavras, mas podemos pensar nelas...beijinho

1 de março de 2010 às 15:19  
Blogger Banalidades disse...

Sempre muito agradável escutar as suas palavras... Gosto da boa companhia que me faz. Obrigada, Céu!

2 de março de 2010 às 07:00  
Blogger Eduardo Miguel Pereira disse...

É por isto que sempre que aqui venho me sinto um ser privilegiado.
Quem teve a fortuna que eu tive de ter sido aluno, há mais de 20 anos, de tão bela e poética alma e, passados todo este tempo, poder vir aqui beber tamanhos golos de sensibilidade, só se pode sentir privilegiado, feliz, e ... sorrir, com aquele sorriso que vem do coração.

3 de março de 2010 às 12:28  
Blogger Carolina disse...

És um gole de água fresca!
És uma roseira!
És uma aragem!
ÉS....

6 de março de 2010 às 02:50  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial

BlogArchive Blog Feed Cabeçalho HTML SingleImage LinkList Lista Logotipo BlogProfile Navbar VideoBar NewsBar