sábado, 27 de março de 2010

Para Sempre

“Eu gostava e acordar em cada dia e ter a minha mãe ao meu lado. E o meu pai. E a minha avó. E todas as pessoas de que eu gosto. Mas alguns já se foram embora. Para sempre. E isso deixa-me confuso. Porque para sempre é muito tempo. Eu consigo perceber o que é uma hora. Percebo dez minutos. Percebo dez segundos que é uma medida de tempo que uma pessoa começa a dizer e já passou. E percebo um dia ou uma semana. Mas para sempre é tão difícil de perceber… Um dia, o meu pai foi-se embora para sempre. E eu esqueci-me de lhe dizer uma coisa. Nem sei bem que coisa era. Só sei que esta coisa que eu queria dizer ficou-me entalada na garganta para sempre.”
in Diário Inventado de um Menino já Crescido, de José Fanha

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6 Comentários:

Blogger She disse...

Obrigada pelos seus comentários que têm sempre o dom de me fazer sorrir! =)

Beijinhos

27 de março de 2010 às 15:51  
Blogger Carolina disse...

Gostei do texto.
Preciso começar a ler José Fanha!
;)

30 de março de 2010 às 12:32  
Blogger Jelicopedres disse...

"Um dia, o meu pai, a minha mãe e a minha irmã, também se foram embora para sempre."

Beijinho

30 de março de 2010 às 15:20  
Blogger Sentidamente disse...

“Para sempre” e “nunca mais”, duas expressões irmãs na dor de quem fica… após a partida.
Um beijinho e desejo de Páscoa Feliz

31 de março de 2010 às 15:29  
Blogger Carolina disse...

Sabes que a árvore que postaste se chama olaia?
É linda quando está florida!
;)

3 de abril de 2010 às 08:51  
Blogger Banalidades disse...

Desejos de Boa Páscoa a todos aqueles que passam por aqui e me vão deixando uma palavrinha de amizade, de consolo, de alento, de apoio.
Esta olaia, Carolina estava em Sintra e acenou-me, de longe, com o seu manto florido! Não lhe resisti e guardei-a para sempre!

4 de abril de 2010 às 13:40  

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