quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ternuras

Enquanto me estreitas, escuto o teu coração.
Que me fala de cansaço.
Algumas dores.
Pequenos prazeres.
Os cravos abertos na manhã.
Fala-me da dor súbita, fixa no pé.
De outra fixa no peito que não é.
De histórias cor de romã.
De estradas desertas na noite.
Aponta-me estrelas.
Às vezes, a lua alta e redonda.
Escutamos música numa onda.
Descobre-me amores sonhados, vividos.
Alguns perdidos, vidros partidos.
O teu braço frágil envolve-me.
Adormeço suavemente.
E é como se o teu coração apenas falasse de nós.
Dos sonhos que se escondem no avesso dos teus olhos.

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3 Comentários:

Blogger Sentidamente disse...

Linda esta ode à vida!

Viver é isso! Comunhão e partilha, onde se entrecruzam o bom e o mau, o choro e o riso, em passar harmonioso, deixando um suave rasto de sonho…

Beijinhos

2 de setembro de 2010 às 15:06  
Blogger Eduardo Miguel Pereira disse...

A forma brilhante e sensível como escreveu, ou melhor, descreveu, tão nobres sentimentos, transportou-me inevitavelmente para as, por vezes dilacerantes, saudades que tenho das ternurs maternas, que aconteciam precisamente assim, num abraço e em consversas que corriam ao sabor do amor. Entre alegrias, tristezas e dores.
Muito, mas mesmo muito bonito e sensível.
Você escreve sem pegar na caneta, com certeza, porque escreve com o coração e com a alma e não com a mão.

5 de setembro de 2010 às 01:53  
Blogger sérgio figueiredo disse...

"Escutamos música numa Onda"...

E é com esta melodia que o encantamento do amor, tudo desperta e nos envolve, saboreando o cheiro maresia, penetrando nossos olhos, de alegria e realidade, tão desejada e tão perto.

bj...nho

7 de setembro de 2010 às 03:58  

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