domingo, 10 de outubro de 2010

Outonos

Lá fora, troveja em luzes trémulas
E, porque a chuva escorre, Dissolvendo a paisagem na janela Invento uma outra, navegando cores
Perpetuando movimentos vãos.
Afixo a imagem no espaço suspenso Entre o gotejar e a vidraça. Nada de mágico, nada com graça
Nada de insólito fantasio.
Acentuo apenas os contornos
Da minha mente errante de outras eras Como o vento rodopiando nos arvoredos E tão real quanto o meu rosto já antigo,
Antes de menina e de seus medos.

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5 Comentários:

Blogger O céu da Céu disse...

Lindos estes Outonos!
E o meu outono vai cansado...umas vezes calmo, outras ventoso e molhado...muito diferente dos anos passados.Beijinho

10 de outubro de 2010 às 10:59  
Blogger Eduardo Miguel Pereira disse...

Que belo Outono este que aqui nos deixou.
Cheio de uma gostosa melâncolia, introspectivo, sonhador.
Belo poema ... mais um !

10 de outubro de 2010 às 12:47  
Blogger Carolina disse...

Que belas imagens descobres para ilustrar os teus belos poemas!
;)

15 de outubro de 2010 às 12:15  
Blogger Banalidades disse...

Fico sempre tão feliz por os receber aqui!
Este poema de Outono cheira já a Inverno... É que também a vida me tem trazido aguaceiros e temporais de sobra. Agora, a minha mãe, que já tinha queixas que sobravam, deixou-se cair e partiu a bacia, o que a exige totalmente imobilizada e dependente! Tenho tido mais esta aflição a juntar a todo um trabalho tortuoso e sinuoso que a escola me exige.
Ainda bem que as aulas continua a ser o meu céu aberto, a minha arena de vida!
Estou certa que tudo irá melhorar... Mas até lá, o trabalho, as preocupações, o corre-corre do dia a dia vão me aniquilando. Estou sem vontade, desanimada e muito triste.
Vamos ver se me passa.
Jinhos e obrigada pelo vosso imenso carinho.
Até sempre!

15 de outubro de 2010 às 19:58  
Blogger sérgio figueiredo disse...

O último saber que aprendemos é o lidar com as agonias e com as alegrias da vida.
É certo que lamento a infelicidade que toca a tua mãe, mas o certo também me diz, que a recuperação vai sorrindo a cada dia que passa.

Quanto ao teu poema...
Ele tem a beleza que o Outono, também, nos ofereçe. A múltiplicidade colorida do claro/escuro, ainda por decidir.

Brincar, fantasiando, é recordar, é sonhar, é querer, é rir, chorar, mas também... dar vida à mente.

bj...nho

16 de outubro de 2010 às 14:44  

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