Era
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Na construção dos dias vem a desconstrução do ser. Coisas da vida!
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No natal, não!
Não te queixes do mundo e dos seus acidentes!
Pertences à casta de gente que escolhe os próprios caminhos.
Tira dos bolsos as mãos e os olhos do peito.
Enche-os de estrelas.
Estende-as à noite e às pessoas que te cercam
Quer te estimem ou não!
Sei. Há momentos em que o silêncio é apenas uma pedra.
Mas, há momentos em que o gesto o redime.
Passo as minhas mãos pejadas pelos teus cabelos,
Em pensamento, todos os dias.
Mas o tempo é de Natal, hoje e sempre é Natal.
Assim, beijo-te, mesmo que não me ouças.
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Noutro tempo, quando eu era pequena, a minha mãe estendia roupa como se fizesse magia, enquanto cantava e sorria... Eu ficava a ver a roupa a esvoaçar nas suas cores e formas díspares. Um fio imenso que atravessava a paisagem.
Ficava a ouvir as modas que ela persistia em cantar e à espera dos seus sorrisos cúmplices. A minha mãe era, então, como uma nuvem branca e robusta que me enchia de tranquilidade, de certezas e de conforto.
Hoje, de olhos fechados, mas abertos, ainda a vejo e sinto-me renovada, como se pudesse ficar ali para sempre...
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Estar enlevados. Sorrir. Acariciar. Olhar na mesma direcção. Ser cúmplices e amantes. Ser perfeitos. Mal pisar o chão. Ter sonhos. Esperar os dias na alegria de acreditar. Encetar rumos. Ser inteiros. Etiquetas: Memórias

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