sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Avesso

Este rosto que é meu, não o tinha quando nasci.
Foi com ele que entrei no espectáculo amaro daqui.
É nele que me dói a bofetada sonora do destino.
É nele que tudo o que faço se parece e aparece.
É nele que revelo aberto o meu desatino.
Este rosto que é meu não está nos retratos.
Este rosto que é meu nem se reflecte nos espelhos.
É nele que escondo as lágrimas, os medos, os actos.
Só os pássaros que passam voando
Vêm suaves pousar em mim quando o escondo.

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2 Comentários:

Blogger O céu da Céu disse...

Com poesia, sem poesia , realidade ou não...quantas vezes viramos e ficamos
do "Avesso".Bonito! Bjs

17 de novembro de 2010 às 14:52  
Blogger Banalidades disse...

Obrigada, Céu! Sempre tão simpática, tão amável. Jinho muito grande para si.

18 de novembro de 2010 às 13:00  

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