sábado, 30 de outubro de 2010

Renúncia

Nestes dias de chuva fechada
Aqui, no casúlo deste lar antigo
Cinjo-me de silêncio, de castigo.
Então, como uma estampa de mim
Mergulho na bruma perfumada
Do meu abismo interior sem fim.
Recuso-me à voz clamada.
Dispenso as palavras, o grito.
Enclausuro-me no desejo de ser
Intensamente sem me dar a conhecer.
Só à poesia, só à música permito, muda,
Decifrar-me enquanto a vida se me desnuda...

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5 Comentários:

Blogger Eduardo Miguel Pereira disse...

É precisamente num desses momentos que dou por mim a ler a tão bela poesia que aqui nos deixou, e que sinto como tão decifradora de mim mesmo e do que sinto.
Obrigado.
Obrigado a si pela poesia, e obrigado ao António Zambujo que oiço, agora mesmo, em som de fundo cantando o sublime fado "Trago Alentejo na voz".

30 de outubro de 2010 às 15:48  
Blogger Jelicopedres disse...

Chuva abençoada!
Nem que fosse só porque a inspirou a escrever deste modo...


Como está Fátima, e a mãe, melhorzinha?
De coração, espero que sim!
Beijinho para as duas e continue a fortalecer-se.
Teresinha

2 de novembro de 2010 às 15:18  
Blogger Miguel Pereira disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

5 de novembro de 2010 às 16:06  
Blogger Miguel Pereira disse...

No meu blogue existe um selo para você, e deixe-me dizer que é uma poetisa exímia :)

5 de novembro de 2010 às 16:13  
Blogger O céu da Céu disse...

Um abracinho muito grande;já tinha saudades de viajar por "Banalidades" e ainda bem que a chuva lhe trouxe estes momentos tão cheios de poesia e música para nos deliciar.

11 de novembro de 2010 às 15:56  

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