domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa

Não sou sequer alguém que possa fazer
Saltar da mancha de sangue na cruz crudelíssima
O delicado porte do filho de Deus!
Não sou capaz tão pouco de expô-lo
Aos olhos dos que me lêem
Como quem possa tocá-lo!
Quem me dera poeta que pudesse vê-lo...
Contudo, estou de vigília:
Pequena cabeça desapoiada na coroa de espinhos,
A boca aberta na sede do sal,
Os olhos cerrados para as estrelas.
A miséria continua a clamar diante de mim,
Diante dele, diante de todos, impiedosamente!

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2 Comentários:

Blogger O céu da Céu disse...

É sempre hora de voltar...aqui estou... depois de encher os olhos de coisas bonitas, intensas, que eu adorava descrever poeticamente como a amiga o faz tão bem nos poemas que escreve.
BONITO,simplesmente BONITO!bj

5 de abril de 2010 às 11:09  
Blogger Carolina disse...

E que tal foi a Páscoa?
Pelo menos repousada nas férias escolares!
;)

6 de abril de 2010 às 04:02  

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