quinta-feira, 22 de abril de 2010

Presente

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.
Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.
Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.
Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.
Ary dos Santos

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5 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

O caminho é sempre para cima. Mesmo que as Bestas nos pisem. A Avenida terá sempre laranjas e no dia em que as não tiver, será sempre a Avenida das laranjeiras... ou de quem se apaixonou por esta Terra!
Filipe Fino

22 de abril de 2010 às 17:39  
Blogger Banalidades disse...

Sempre vivo! Sempre atento! Sempre a cumprir um destino - o da avenida das laranjeiras que, agora, nos oferecem os seus frutos já maduros e agri-doces!
Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário!
Bom 25 de Abril!

23 de abril de 2010 às 09:36  
Blogger O céu da Céu disse...

Um "presente" óptimo!
Estou PRESENTE.
Um grande beijinho.

25 de abril de 2010 às 15:46  
Blogger Carolina disse...

Belo cravo e grande Poeta!!!
;)

26 de abril de 2010 às 12:58  
Blogger Jelicopedres disse...

Olá Fátima, hoje venho deixar-lhe um abracinho e desejar que esteja tudo bem consigo e com a mamã.
Teresinha*_*)

6 de maio de 2010 às 14:45  

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