sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Era

Era outra era de um tempo
E eu era-me tempo vasto em querer
Raro em ferir, múltiplo em sentir.
Tempo de não me perder
No rodopio de um falso sorrir.
Era um tempo claro de flores
De guizos presos às grinaldas,
Enfeitando as portas das casas iluminadas.
Ninhos certos de cores e amores.
Havia o canto dos pássaros e das crianças.
Jamais se me ausentavam esperanças,
Feitas folhas de hera e ânsia.
Parecia Primavera e era Inverno.
Era Natal e eu, néscia e sem tino,
Já abandonara a minha infância.

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1 Comentários:

Blogger Carolina disse...

Era e será a Fátima! Fátima a Prosessora/Poeta!
;)

18 de dezembro de 2010 às 09:16  

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